Estamos vivenciando disrupções em vários segmentos de mercado, como no transporte, devido aos aplicativos, e no varejo, com a integração dos canais físicos e digitais, para ficar só nestes dois exemplos.

Mas em que medida as famílias brasileiras modificaram seus padrões de consumo na última década? Quais gastos perderam representatividade e quais ganharam importância?

IBGE

No início deste mês o IBGE lançou os resultados preliminares da pesquisa de orçamentos familiares, edição 2017-2018. A última edição dessa pesquisa ocorreu em 2008-2009, quando serviços de streaming de vídeos ainda não eram uma realidade e quando os smartphones estavam em seu nascimento!

O lançamento da desta pesquisa trouxe consigo uma visão atualizada do padrão de consumo das famílias brasileiras. A despesa mensal média por família, que era de R$ 2.134,77 em 2008, passou para o valor de R$ 3.764,51, em 2018, e observou-se algumas mudanças relevantes no percentual da renda que é dedicado a cada segmento de produtos dentro da cesta de consumo.

Fonte: IBGE Consumo das Famílias POF 2017-2018

Pontos de destaque

Educação é o segmento que teve maior variação positiva na participação geral dentro do consumo das famílias. Com alteração de 3,0%, em 2008, para 4,7% do total destinado a consumo, esse segmento ultrapassou o segmento de Vestuário, que por sua vez teve uma queda de 5,5% para 4,3%.

Outro segmento que teve um aumento considerável foi o de Higiene e cuidados pessoais, esse segmento teve um acrescimento de 1,7 pontos percentuais na sua participação e passou a representar 3,6% do total gasto das famílias.

Os três segmentos com maior participação na cesta de consumo brasileira continuam sendo HabitaçãoTransporte e Alimentação. Contudo, com exceção da Habitação que teve um acréscimo de 0,7 pontos percentuais e passou a figurar 36,6% das despesas, os outros dois segmentos tiveram queda na representatividade nas despesas das famílias, Transporte passou a representar 18,1% (-1,5 p.p) e Alimentação 17,5% (-2,3 p.p).

As despesas de consumo tiveram algumas alterações no passar da década, mas seriam essas alterações relacionadas a mudanças no comportamento do consumidor e crescimento do setor ou apenas resultado do aumento dos preços?

Por exemplo, os gastos com Assistência à saúde tiveram um impacto acumulado de inflação de 203% entre 2008 e 2018 e essa alta não foi acompanhada pelas despesas das famílias com saúde, que teve um aumento médio de 96%, um forte indicativo de que a demanda não acompanhou a alta dos preços.

Esses números, se bem trabalhados e enriquecidos, trazem insights muito relevantes! É possível estimar o tamanho do mercado de determinado produto, avaliar territórios com alto potencial de crescimento e estimar o market-share de determinada empresa em cada território onde atua, para direcionar sua força de vendas e seus recursos de marketing.

A IN3 é especializada em avaliar o movimento dos segmentos da economia e projetar a direção que o mercado tende a seguir. Se precisar de mais de informações sobre um segmento específico e como poderia vender mais, entre em contato conosco!

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