Nos últimos anos, o setor imobiliário apresentou um resultado ruim, devido ao reflexo das últimas crises. Segundo dados da RAIS/Min.Economia, sobre massa salarial em empregos formais, a queda no período 2015 a 2018 reduziu 34,2%. Eram quase 2,6 milhões de vínculos formais em 31/12/2015, caindo para um pouco menos de 2,0 milhões em 31/12/2018.

Contudo, embora os dados da RAIS para 2019 ainda não estejam disponíveis, estudos da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) mostram uma recuperação importante deste setor em 2019, puxado também pelos empreendimentos Minha Casa Minha Vida (MCMV).

Antes da pandemia e dos impactos econômicos dela advindos, havíamos lançado o seguinte questionamento: 2020 será melhor que os anos anteriores, no quesito econômico e imobiliário?

De fato, esse novo ano prometia ser próspero para a economia brasileira. Visto que no fim de 2019, o Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre-FGV), publicou que 2020 tem perspectiva de crescer 2,2% do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Agora, já temos previsões de queda de 5,5% ou até mais, a depender da duração das medidas de distanciamento social e do retorno ao “novo normal”.

Nesse contexto, o setor imobiliário sempre foi uma área forte no Brasil, que empregou muitos cidadãos e desenvolveu o país, e melhor será se esse setor conseguir impulsionar a economia. 

No entanto, para que o país continue essa jornada em busca do desenvolvimento e de uma economia próspera, é necessário que conheça o passado do seu próprio país, para que entenda o que ocorreu de fato e o que fazer para agir diferente nos próximos anos. 

E para conhecermos o passado do setor imobiliário, será feito um paralelo com a iniciativa do Minha Casa Minha Vida (MCMV) que reflete de forma brilhante a última década do setor imobiliário brasileiro.

Nesse contexto, a Caixa Econômica Federal (CEF) e o Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR) disponibilizaram os dados do programa desde 2009, quando o projeto surgiu, até os dados atuais do ano de 2019.

Em 2008, iniciou a crise nos Estados Unidos da América devido a bolha imobiliária no país, que gerou consequências não apenas na maior potência do mundo, mas em todo planeta. 

Contudo, o efeito no Brasil foi sentido a partir do ano de 2014, tanto que de 2009 até 2013, o programa MCMV cresceu devido a oportunidade que surgiram no mercado imobiliário, como pode ser visto no gráfico acima. 

Porém, a partir de 2014, os reflexos da crise Americana atingiram o Brasil, fazendo que entrasse em um período de estagnação imobiliária. 

Portanto, vale ressaltar, que a iniciativa do governo brasileiro de realizar um programa que diminuía o déficit habitacional da época foi muito desenvolvedor para o país. 

Nesse sentido, o maior número de unidades contratadas, em 2009, foi na Bahia (BA), com 33.554, enquanto no ano de 2019, foi o estado de São Paulo (SP) que mais contratou unidades do MCMV, sendo essas 77.763 que corresponde a mais de um terço das unidades vendidas em 2019. 

Nesse caso, é possível perceber que mesmo com a queda na produção imobiliária, o setor continua a se destacar em alguns estados brasileiros, o que tem mantido o programa e o setor imobiliário com a esperança de sair do período de estagnação imobiliária.

Com base nesses dados, é possível perceber que o setor imobiliário passou por diversos problemas, mas ainda há boas expectativas para o Brasil nesse novo contexto, talvez de forma mais específica em determinadas regiões.

Visto que o crescimento da Selic (Taxa Básica de Juros) se encontra no menor patamar na história do Brasil.

Os juros encontram-se a 3,0% ao ano reduzindo assim, o custo do crédito imobiliário.

Além disso, o estudo da FGV aponta que o país demandará construção de 14 milhões de novas moradias até 2025, gerando um ritmo acelerado para o mercado imobiliário nos próximos 5 anos.

Nesse sentido, é com a expectativa de crescimento do setor imobiliário nos próximos 5 anos que 2020 iniciou-se com ótimas expectativas. Há 3 meses atrás, entretanto, não sabíamos o que ainda iríamos enfrentar.

Em um mercado com maiores incertezas e com diferenças significativas de desempenho entre uma região e outra, analisar a dinâmica da economia e de fatores socioeconômicos e demográficos nunca foram tão fundamentais como no atual contexto.

A IN3 é especializada em avaliar o movimento dos segmentos da economia e projetar a direção que o mercado tende a seguir.

Se precisar de mais informações do segmento ou de algum outro, além de como poderia orientar planos e estratégias a partir de análises de dados, entre em contato conosco!

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